Pelas vilas adentro!


A região de Mora (e especialmente o seu concelho) apresenta um alto potencial para as actividades ligadas à natureza e especialmente os passeios e caminhadas assim como todas as actividades ligadas ao desporto de todo o terreno.

De facto, de Verão ou de Inverno, são sempre boas as condições para o desenvolvimento destas actividades. A existência de água, (rios, ribeiros e regatos, barragens, charcos e pegos), antas e pedras da pré-história, sobreiros e oliveiras milenares enquadradas na planície alentejana e um território praticamente no seu estado selvagem, levam o viajante a deparar-se com imagens raramente ou nunca dantes vistas.

Estas condições do terreno e da paisagem têm levado a que, entre outras, as organizações nacionais e internacionais tenham escolhido estes terrenos para a realização de provas diversas que vão desde as provas internacionais de orientação até às provas profissionais de todo o terreno.

Mora fica a 110 km de Lisboa, 57 km de Évora, 22 km de Montargil e a cerca de 100 km de Badajoz.

 


Andando por terras de Mora

Em Mora

Mora e o seu termo possivelmente surgiram antes de 1519 como paróquia. Existem contudo registos que levam a sua origem à proto-história de Portugal.
Com o passar dos anos as populações vão crescendo e no aspecto social verifica-se a grande influência que têm as instituições de carácter religioso, como é o caso das Misericórdias.
No princípio do nosso século, o caminho-de-ferro chega até Mora criando assim condições para a industrialização. O desenvolvimento deu-se sobretudo nas áreas ligadas à cortiça, olaria, azeitona e agricultura do tomate.

Em Mora deve visitar a Casa da Cultura (Antigo Hospício de S. Nicolau Tolentino), a Torre do Relógio (No antigo edifício da Câmara Municipal), Igreja Matriz de Nossa Senhora da Graça, Ermida de S. António, Igreja da Misericórdia de Mora e ainda nas redondezas o Fluviário de Mora ou o Cromeleque do Monte das Fontainhas.



Em Cabeção

A Vila de Cabeção terá sido fundada pela Ordem de Avis e elevada a categoria deVila em 1578, pelo Rei D. Sebastião, que concedeu ao povo o direito de usufruir livremente do pinhal, hoje Mata Nacional de Cabeção. Segundo a tradição, a actual Vila teve a sua origem numa quinta denominada de S. Salvador do Mundo, fundada pela Ordem de Avis.

 

Cabeção é reconhecida internacionalmente pela sua Pista de Pesca Desportiva, situada na Ribeira do Raia, e pelo seu vinho, feito em talhas de barro, segundo métodos tradicionais.

 

De realçar ainda que parte do território da freguesia pertence ao "Sítio Cabeção", que é uma área proposta para integrar a Rede Ecológica Europeia (Rede Natura 2000 PTCON0029).

 

A prova do Vinho Novo de Cabeção é já um evento com características nacionais e consiste na visita às Adegas para provar o vinho novo. Acontece normalmente no 2º sábado de Dezembro.



Em Brotas

Esta freguesia constituiu até 1834 o concelho de Águias, que recebeu foral em 1520. A sede deste concelho foi inicialmente a povoação de Águias, tendo passado no final do século XVIII para a actual povoação de Brotas.

 

A Igreja é sem dúvida um dos pontos de maior interesse local e regional devido ao simbolismo que representa para os fiéis, dizendo-se que foi um dos maiores pontos de peregrinação em Portugal. Esta fecha uma longa rua, flanqueada a Sul pelas fachadas do conjunto de edificações das antigas hospedarias das múltiplas confrarias de invocação da padroeira (podendo observar-se entre outras as edificações construidas, entre outras, pelas Confrarias de Palmela, Setúbal e Évora com datas dos séculos XV e XVI, magnífico conjunto de edifícios rústicos dos séculos 16 e 17 com um cunho muito marcado, identificados por lápides de mármore ou painéis cerâmicos legendados. Perto fica a Torre das Águias (Património Nacional mas infelizmente em rápida e forte degradação) que se ligaria ao culto de Nossa Senhora de Brotas.

 

E Brotas também há para visitar a Olaria do  Sr. José Carlos Ramalhão, sentado na sua roda de oleiro, faz peças utilitárias e decorativas para diversas actividades na região.



Em Pavia

 

O território de Pavia foi povoado desde épocas pré-históricas, conforme o comprovam os numerosos monumentos megalíticos existentes na área e de que a sua anta, (transformada em Anta-Capela), é o principal exemplo.
As origens históricas do agregado populacional, o mais antigo do Concelho de Mora, remontam a um núcleo de imigrantes italianos, fixados a instâncias de D. Afonso III ou de D. Dinis, que lhe concedeu em 1287 a primeira Carta de Foral.
O Museu Manuel Ribeiro de Pavia, localizado a poucos metros da Anta-Capela, está relacionado com um pintor-ilustrador aqui nascido e nele podem ser apreciados diversos originais seus. 
Nesta vila viveu igualmente Fernando Namora que além da profissão de médico escreveu sobre esta terra, as suas gentes e realçou as lindas paisagens que espreitam a vila.
 
A Igreja Matriz de S. Paulo, a ponte romana, o coreto e o seu casario são igualmente pontos de interesse que merecem uma demorada visita.


Nos Arredores

Nos arredores mas a pouca distância de Mora há outras vilas que poderão ser visitadas sendo de salientar Avis e Arraiolos assim como as Barragens de Montargil e Maranhão...

(Nota : veja os percursos sugeridos)